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Sadia lança produtos gourmet com assinatura de Jamie Oliver

Sadia lança produtos gourmet com assinatura de Jamie Oliver

A Sadia acaba de lançar no Brasil o fruto da parceria milionária com o chef inglês Jamie Oliver, estrela de programas de culinária na TV.

O projeto, que teve investimento de 50 milhões de reais, é o “Linha de Pratos para Cozinhar Sadia & Jaime Oliver”: cinco pratos prontos à base de frango com receitas “gourmet” de Jamie.

Mas, dessa vez, não basta tirar da embalagem e colocar no micro-ondas por alguns minutos: é preciso uma finalização por parte do consumidor antes de ir para o forno – assim, ele é incentivado a cozinhar em casa e dar seu toque pessoal à receita.

Eis os pratos da nova linha: Frango Crocante com cream cheese, mix de salsinha e alho; Filé de Frango com raspas de limão, alecrim e pimenta-do-reino; Filé Crocante com parmesão, mix de salsinha e alho; Filé de Frango Crispy com molho rústico de tomate, recheio de espinafre e creme de ricota; e Frango ao Molho Mediterrâneo, com pimenta biquinho, pedaços de cebola roxa e especiarias.

Além disso, as embalagens trazem sugestão de receita de Jamie para o acompanhamento do frango.

No design, as cores verde e dourada se destacam dos outros produtos congelados da Sadia (que trazem o “S” vermelho) e dão um ar mais “premium” e “importante” aos produtos. A ideia de “eco-friendly” e “orgânico” também é evocada.

Segundo a marca, os pratos têm ingredientes naturais e certificado de origem. Os animais, garantem, são de fornecedores que não usam hormônios. Também, os animais receberam tratamento adequado durante a vida, prezando pelo bem-estar.

A Sadia, após mudanças em alguns aviários fornecedores, ganhou o selo “Certified Humane”, concedido pela ONG Humane Farm Animal Care (HFAC). O selo está em destaque nas embalagens.

Essa foi uma exigência do próprio Jamie Oliver para topar a parceria com a Sadia.

Ele é conhecido por se preocupar com a origem dos alimentos e militar contra verduras cheias de agrotóxicos, comidas processadas cheias de conservantes e carnes de animais que foram mal-tratados. Ele também milita contra o açúcar e o fast food.

No primeiro comercial para divulgar a linha, Jamie Oliver cozinha ao lado de uma “intérprete”.

A criação é da agência F/Nazca Saatchi & Saatchi.

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Patrocinadores da Olimpíada estão contratando atletas

Patrocinadores da Olimpíada estão contratando atletas

Os patrocinadores da Rio 2016 estão dando mais um passo para provar seu compromisso com a competição e casar suas marcas para sempre com os anéis olímpicos: estão contratando atletas.

A empresa de auditoria e serviços profissionais EY planeja contratar nove atletas olímpicos após o fim da competição e seus nomes serão revelados na ocasião.

A Visa, empresa oficial de cartões e sistemas de pagamento da Olimpíada, está rodando um anúncio em seu website: “Precisamos de ajuda: estamos contratando atletas olímpicos e paralímpicos na Visa”.

As empresas insistem que as iniciativas são mais do que simples jogadas publicitárias e que, na verdade, têm uma finalidade importante.

Diferentemente de figuras de renome como Simone Biles e Michael Phelps, muitos atletas olímpicos têm dificuldades para guardar dinheiro ao longo de suas vidas esportivas e contam com poucos caminhos para carreiras tradicionais, com exceção de empregos como treinador e na mídia.

As iniciativas também deixam Visa e EY, antes conhecida como Ernst & Young, bem na foto, segundo Bob Dorfman, especialista em marketing esportivo na Baker Street Advertising em São Francisco.

“Esta é uma grande história de Relações Públicas”, disse Dorfman por telefone. “Além de todas as outras avenidas de marketing existentes — TV, redes sociais, ponto de venda, logos nos uniformes –, acho que esta é uma ótima maneira de promover boa vontade para sua marca”.

Beth Brooke-Marciniak, vice-presidente global de políticas públicas da EY, conta que a transição de carreiras é ainda mais difícil para as atletas mulheres, que raramente ganham tanto quanto seus colegas do sexo masculino e chegam ao fim de suas vidas esportivas profissionais sem conseguir fazer um pé de meia ao longo do caminho.

Entrar no jogo para ajudá-los na transição é geralmente uma vitória dupla, segundo Brooke-Marciniak, que foi jogadora de basquete da Universidade de Purdue, EUA.

“As mulheres não ganham dinheiro nenhum no esporte, é espantoso”, disse ela. “As mulheres não têm outra escolha a não ser mudar de rumo. Elas precisam ter um capítulo seguinte”.

As mulheres que a empresa contrata irão para a divisão de assessoria, em funções similares aos empregos de nível de entrada para os quais contrata profissionais formados nas principais faculdades e universidades, segundo Brooke-Marciniak.

Se por um lado concentrar-se especificamente nas atletas olímpicas mulheres é uma novidade, as empresas de Wall Street e de outras partes estão notando há algum tempo que os atletas são bons funcionários.

Carly Drum-O’Neill, que fundou uma unidade focada em atletas na empresa de busca de executivos Drum Associates, disse que o sucesso no esporte muitas vezes anda de mãos dadas com o desejo de sucesso e com o tipo de confiança que permite aos grandes vendedores comandar uma equipe.

“Esses atletas olímpicos provaram facilmente que possuem as habilidades essenciais que te fazem ser bem-sucedido no mundo do trabalho de hoje”, disse Drum-O’Neill, ex-tenista da Universidade Estadual da Pensilvânia, EUA.

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Após reclamações, Conar vai julgar ‘Luis Augusto’ da Sadia

Após reclamações, Conar vai julgar 'Luis Augusto' da Sadia

Luis Augusto foi parar no Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária).

É que o órgão vai julgar a campanha da Sadia com um presunto falante chamado “Luis Augusto”.

O Conar abriu um processo para analisar o caso após reclamações de espectadores, que ficaram ofendidos com o comercial.

No vídeo, Luis Augusto é um presunto rejeitado. Os clientes sempre preferem o presunto Sadia no lugar.

A campanha é da F/Nazca Saatchi & Saatchi.

Mais de cem reclamações chegaram ao Conar.

O argumento é que o comercial estimula o bullying com as pessoas que se chamam Luis Augusto.

Muitos consumidores reclamaram nas páginas das redes sociais da marca, que teve de dar explicações.

A Sadia disse que, assim como filmes e outras obras de ficção avisam que “nomes e personagens são fictícios e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência”, o mesmo vale para os comerciais.

O Conar deve julgar em setembro o caso da Sadia e pode optar pela alteração, manutenção ou até suspensão da campanha.

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