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Ri Happy, Estrela e Fundo Baobá lançam coleção de bonecas negras

Ri Happy, Estrela e Fundo Baobá lançam coleção de bonecas negras

A marca Estrela, em parceria com as lojas Ri Happy e o Fundo Baobá (Fundo para Equidade Racial), acaba de lançar no Brasil uma coleção exclusiva com três bonecas negras.

A coleção foi batizada de Adunni. A palavra, em nígero-congolês Yorubá, quer dizer “a doçura chegou ao lar”.

Os brinquedos contam com uma boneca de bebê e também dois modelos de mulheres adultas (“fashion doll”), cada um com uma roupa diferente.

Segundo a Estrela, as cores vibrantes das roupas e das embalagens trazem influência de elementos de origem afro-brasileira

As bonecas podem ser encontradas nas lojas Ri Happy espalhadas pelo Brasil. Os valores são R$ 79,99 (boneca Bebê) e R$ 89,99 (Fashion Doll).

Segundo a Ri Happy, a ideia da coleção é quebrar preconceitos e educar as crianças sobre o respeito à diversidade.

De fato, bonecas de pele negra vão na contramão de um mercado dominado por bonecas brancas e loiras.

Recentemente, a Mattel também anunciou a criação de novos formatos de corpo e cor de pele e cabelo para suas bonecas, em uma medida inédita para ir contra padrões estéticos impostos (bonecas brancas, loiras, altas e muito magras).

A Ri Happy irá contribuir com um percentual de cada boneca vendida para o Baobá.

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Campanha poderosa derruba mitos sobre cabelos cacheados

Campanha poderosa derruba mitos sobre cabelos cacheados

“Com esse cabelo você não vai ser contratada”, “não, não é pintando o seu cabelo crespo que vai ficar bonita”, “você é negra, não pode ter cabelo loiro”, “você tem os traços tão finos, pra que usar os cabelos crespos?”.

Compilando frases desaforadas e preconceituosas ouvidas todos os dias por milhares de mulheres, a Garnier, marca do Grupo L´Oréal, estreia a campanha “Verdades”, criada pela Publicis. O objetivo é promover a primeira coloração exclusiva do mercado para mulheres cacheadas: Nutrisse Creme Cachos Poderosos.

O lançamento oficial do produto acontece nesta semana, durante a edição SPFW transN42 do São Paulo Fashion Week, com uma ação que representará as cacheadas ocupando seus espaços, seja nas prateleiras, nas ruas ou mesmo nas passarelas.

Em seguida, a campanha continua no ambiente digital e tem previsão de chegar à TV em novembro.

No webfilme, mulheres cacheadas como as atrizes Lucy Ramos e Lellêzinha, porta-vozes da marca, e consumidoras reais derrubam “verdades” que ouvem diariamente.

“Lançar Nutrisse Creme Cachos Poderosos é um marco no mercado brasileiro de coloração. Estamos dando voz a 48 milhões de mulheres hoje que não se veem representadas nesse universo, nem na publicidade e muito menos nas gôndolas”, afirma Camila Ribeiro, gerente de Grupo Coloração Garnier

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Campanha estimula mais bonecas negras no mercado

Campanha estimula mais bonecas negras no mercado

Embora os dados mais recentes do IBGE, divulgados em 2015, confirmem que o Brasil é um país com maioria de pessoas negras (quase 54% da população se identifica como negra ou parda), o racismo ainda é uma realidade da nossa sociedade, que se manifesta de muitas formas, desde as mais bruscas às mais sutis.

Um dos reflexos desse estigma dos tempos escravocratas é a escassa representatividade das pessoas negras em espaços como a TV e a moda.

Pode parecer algo pouco relevante, mas a representatividade é uma questão essencial para a formação de identidade, principalmente na infância. Neste caso, a falta de uma representação está justamente na diferença gritante entre a quantidade de bonecas negras disponíveis para compra no mercado.

Diante da necessidade de trazer esse debate à tona e incentivar a maior representatividade das crianças negras, a organização não governamental Avante, da Bahia, acaba de lançar a campanha “Cadê nossa boneca?”.

O projeto foi criado pelas amigas Ana Marcilio, Mylene Alves e Raquel Rocha, durante uma arrecadação de brinquedos para doação, na cidade de Salvador. A ideia surgiu ao perceberem que, apesar da grande quantidade e variedade de bonecas, não havia nenhuma negra.

A fim de sensibilizar a sociedade, a indústria e o varejo de brinquedos para a necessidade de diversificação, a iniciativa vai utilizar canais como Facebook e Instagram para disponibilizar conteúdos levantando a questão e incentivando a interação dos seguidores. Além disso, também estão previstas algumas intervenções urbanas.

“Mudanças sutis como estas são capazes de gerar um impacto positivo nos pequenos. A oportunidade de brincar com bonecas negras é um grande passo na construção de uma sociedade que respeita e aceita suas diferenças raciais, contribuindo assim para que haja diminuição do preconceito, além de elevar a autoestima das crianças, que passarão a ver a si mesmas representadas nos brinquedos”, explica Ana Marcilio, idealizadora da ação.

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